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Acompanhante da Grávida durante o Parto, em contexto COVID-19

Conheça as novas regras.

Considerando a evolução científica, é necessária a atualização em permanência dos modelos de abordagem clínica da COVID-19.

Sabe-se atualmente que a gravidez não aumenta o risco de infeção por SARS-CoV-2, mas aumenta o risco de progressão para doença grave. Por este motivo, é preciso garantir o acompanhamento adequado das mulheres grávidas.

As novas orientações devem ser fundamentadas no conhecimento científico, na avaliação clínica e nas escolhas do casal depois de devidamente informado pelos profissionais de saúde, visando minimizar a exposição à infeção por SARS-CoV-2 das grávidas, recém-nascidos e profissionais.

Assim, as unidades hospitalares devem assegurar as condições necessárias para garantir a presença de um acompanhante durante o trabalho de parto. Para tal, o acompanhante:

  1. Deve realizar um questionário clínico e epidemiológico dirigido nos termos da Norma 019/2020;
  2. Deve fazer-se acompanhar de um teste molecular de SARS-CoV-2 (com resultado negativo) realizado nas 72h anteriores ao internamento. No caso da grávida que é admitida em trabalho de parto espontâneo, cujo acompanhante não apresente o resultado do teste programado, deve ser realizado um teste laboratorial para SARS-CoV-2 nos termos da Norma 019/2020 da DGS, preferencialmente um teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN)34;
  3. Deve ser apenas um, sem troca de acompanhantes;
  4. Deve cumprir as regras de higienização de mãos, etiqueta respiratória, distanciamentofísico, utilização de máscara cirúrgica, e as demais regras da unidade hospitalar eorientações dos profissionais de saúde;
  5. Deve evitar o contacto com todos os outros utentes internados;
  6. De forma a diminuir a possibilidade de transmissão da infeção, recomenda-se que haja limitação às entradas e saídas do acompanhante.

Quando a presença de acompanhantes não puder ser assegurada de forma segura, podem ser consideradas medidas excecionais de restrição de acompanhantes, desde que sejam proporcionadas e fundamentadas no risco de infeção por SARS-CoV-2. Estas situações devem ser devidamente explicadas aos acompanhantes.

No caso das mulheres grávidas com COVID-19, pode ser considerada a restrição da presença de acompanhante, sempre que as condições existentes não assegurem a diminuição da propagação da infeção por SARS-CoV-2 a pessoas que possam vir a estar envolvidas nos cuidados ao recém-nascido no seio familiar.

Fonte: Direção-Geral da Saúde, 2021

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