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Vacinação: perguntas e respostas

Esclareça todas as suas dúvidas.

Quem desenvolveu o plano de vacinação?

O Plano de Vacinação COVID-19 foi desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, criada por despacho do governo, integrada por um núcleo de coordenação e por órgãos, serviços e organismos de apoio técnico.

As vacinas compradas vão chegar para vacinar toda a população portuguesa?

Portugal já assegurou, dentro dos mecanismos da Comissão Europeia, doses de vacinas suficientes para vacinar todos os residentes em Portugal. Ainda assim, é de sublinhar que as vacinas não chegarão todas ao mesmo tempo, ocorrendo a sua entrega e administração de forma faseada, tendo em conta o calendário de distribuição previsto no próximo ano, o que implicou o estabelecimento de grupos prioritários para receber a vacina ao longo desse período.

Onde foram desenvolvidas as vacinas para a COVID-19?

As vacinas foram desenvolvidas em várias partes do mundo. Quase um ano depois do SARS-Cov-2 ter sido identificado na cidade chinesa de Wuhan, há vários estudos em curso, e mais de 200 vacinas a serem desenvolvidas, das quais acima de 50 se encontram na fase de testes em humanos (ensaios clínicos).  

Porque devo vacinar-me para a COVID-19?

Ser vacinado contra a COVID-19 permite proteger-nos individualmente contra a doença e suas complicações e contribuir para a proteção da saúde pública, por via da imunidade de grupo.

Quantas doses da vacina tenho de tomar?

À data de hoje, a vacinação contra a COVID-19 inclui duas doses/tomas por pessoa, apesar de existirem vacinas em desenvolvimento cujo esquema vacinal pode consistir em apenas uma dose.

A vacina é obrigatória?

Não. A vacina contra a COVID-19 é voluntária, ou seja, apenas toma a vacina quem o desejar. Contudo, as autoridades de saúde recomendam fortemente a vacinação contra a COVID-19 como meio para controlar a pandemia.

As vacinas são seguras?

Sim. No desenvolvimento e aprovação das vacinas contra a COVID-19, tal como para qualquer outro medicamento, estão a ser garantidas a sua eficácia, segurança e qualidade, através de ensaios clínicos e de uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia de Medicamentos. Este processo beneficia de anos de investigação. Importa ainda realçar que o tempo mínimo durante o qual os vacinados foram acompanhados após a toma da 2ª dose, foi de oito semanas. Este período ultrapassa as 6 semanas, período durante o qual surgem habitualmente os efeitos adversos mais comuns após a toma de vacinas. Nestas vacinas, não foram observados efeitos adversos significativos numa frequência ou gravidade que coloque em causa a sua segurança.

A vacina contra a COVID-19 tem efeitos secundários?

Tal como qualquer outro medicamento, também a vacina contra a COVID-19 pode ter efeitos secundários. As reações adversas reportadas por alguns participantes nos ensaios clínicos têm sido ligeiras e passageiras e incluem, entre outros:

  • dor no local de injeção;
  • fadiga;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • calafrio;
  • dores articulares;
  • febre

Das vacinas a administrar em Portugal, haverá vacinas mais eficazes e seguras do que outras?

Qualquer vacina que venha a ser autorizada pela EMA terá de demonstrar qualidade, segurança e eficácia. As principais diferenças entre as vacinas são a forma como induzem o corpo a adquirir imunidade. Algumas vacinas irão funcionar da forma tradicional. Nesta, são injetadas componentes do vírus e o sistema imunológico reconhece-as como entidades estranhas, desenvolvendo defesas contra elas. 

Outras vacinas, as que estão mais adiantadas no processo de autorização, são designadas vacinas de mRNA e injetam informação que permite que o corpo crie uma componente do vírus, que por sua vez vai levar o sistema imunológico a desenvolver defesas. 

Presentemente, não existe informação suficiente que permita considerar que uma vacina é melhor que outra.

A vacina vai impedir que tenha COVID-19?

Os estudos sugerem que sim. Todas as vacinas mais adiantadas nos ensaios clínicos apresentaram resultados preliminares que demonstram ser eficazes contra a COVID-19. Eficácia significa que uma pessoa vacinada tem um risco de contrair a doença que é significativamente inferior ao de outra pessoa, em idênticas circunstâncias, que não foi vacinada. Também pode ser considerada a eficácia para formas graves de doença, ou seja, os vacinados poderão eventualmente ter doença ligeira, mas estão protegidos de formas graves de COVID-19, comparativamente com os não vacinados. Por isso, a vacinação vai desempenhar um papel central na preservação de vidas humanas e na contenção da pandemia.

Quanto vai custar a vacina contra a COVID-19?

A vacina será gratuita para a pessoa vacinada.

Em que locais será administrada a vacina?

Toda a logística da campanha de vacinação (desde o armazenamento central até à administração em todos os pontos de vacinação) está desenhada, por forma a que se possa começar a vacinar, utilizando a rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A vacinação contra a COVID-19 ocorrerá em pontos de vacinação definidos e adaptados de acordo com a fase de vacinação.

Qual é a estratégia de vacinação em Portugal?

Segundo o plano de vacinação, que pode sofrer alterações em função da evolução do conhecimento científico e da indicações e contraindicações que venham a ser aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos, a estratégia de vacinação será a seguinte:

  • Fase 1:
    • A partir de dezembro de 2020:  
      • Profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados a doentes
      • Profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos
      • Profissionais e residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e instituições similares
      • Profissionais e utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).
      • A partir de fevereiro de 2021: Pessoas de idade ≥50 anos, com pelo menos uma das seguintes patologias:
        • Insuficiência cardíaca
        • Doença coronária
        • Insuficiência renal (Taxa de Filtração Glomerular < 60ml/min) (DPOC) 
        • ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração
  • Fase 2 (a partir de abril de 2021):
    • Pessoas de idade ≥65 anos (que não tenham sido vacinadas previamente)
    • Pessoas entre os 50 e os 64 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias:
      • Diabetes
      • Neoplasia maligna ativa
      • Doença renal crónica (Taxa de Filtração Glomerular > 60ml/min)
      • Insuficiência hepática
      • Hipertensão arterial
      • Obesidade
      • Outras patologias com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico
  • Fase 3 (em data a determinar após a conclusão da segunda fase):
    • Toda a restante população elegível, que poderá ser igualmente priorizada.

Todos os residentes em Portugal terão acesso à vacina? E os portugueses emigrados?

A vacina será administrada de forma faseada a grupos prioritários, até que a população elegível seja toda vacinada. A vacina é universal, ou seja, destina-se a qualquer pessoa presente em Portugal, desde que a vacina esteja clinicamente indicada para essa pessoa.

Posso escolher qual a vacina que quero tomar?

Todas as vacinas mais adiantadas nos ensaios clínicos apresentaram resultados preliminares que demonstram ser eficazes contra a COVID-19. Uma vez que presentemente não existe informação suficiente que permita considerar que uma vacina é melhor que outra, ou diferença nas suas indicações, prevê-se que a vacinação possa decorrer de acordo com as prioridades definidas, de modo a proporcionar acesso à vacina a todas as pessoas que mais dela necessitam, de forma eficiente.

Tenho mais de 50 anos e faço parte de um grupo de risco. Vou ser contactado pelo meu centro de saúde?

Sim, será contactado pelo Serviço Nacional de Saúde quando chegar a sua vez.

Já estive infetado. Preciso mesmo de tomar a vacina?

A priorização de pessoas previamente infetadas por SARS-CoV-2 depende da avaliação do benefício em reforçar a imunidade de pessoas com um diagnóstico prévio de COVID-19. Num cenário em que o número de vacinas é limitado e o acesso a vacinas deve ser priorizado em função das pessoas em maior situação de risco ou vulnerabilidade, entende-se que indivíduos com infeção comprovada por SARS-CoV-2 não devem ser incluídos na primeira fase de vacinação.

Se for vacinado, não preciso de cumprir as restrições?

Mesmo após ser vacinada, a pessoa deve continuar a observar todas as medidas preconizadas para a sua proteção e contenção da transmissão, incluindo o uso de máscara.

Por um lado, um vacinado só se deve considerar protegido de doença sete dias depois da toma da segunda dose da vacina. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário.

Por outro, desconhece-se ainda se estar vacinado impede infeção assintomática. As vacinas conferem proteção contra a doença, mas desconhece-se ainda se protegem também contra a infeção e a possibilidade de mesmo sem sintomas transmitir o vírus a outro. As máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos portadores do vírus sem o saber.

Depois de tomar a vacina, por quanto tempo vou ficar imune?

Neste momento, não é possível avaliar por quanto tempo essa proteção se irá manter, se haverá necessidade de administrar reforços e qual a sua periodicidade. Esta informação será atualizada assim que mais dados forem ficando disponíveis.

A partir de que idade se pode levar a vacina? As crianças devem tomá-la?

Os ensaios clínicos com crianças são ainda escassos e ainda não é possível dizer se a vacina é segura e eficaz, ou que dose deve ser dada a este grupo. As crianças conseguem desencadear uma resposta natural, rápida e eficaz contra o vírus, apresentando esta doença um menor grau de gravidade nas crianças.

Como se processa o registo no boletim de vacinas?

O registo da inoculação será efetuado diretamente no sistema Vacinas, que permitirá que a vacina passe a constar automaticamente:

  • no calendário vacinal do utente
  • na Plataforma VACINAS (acessível aos profissionais de saúde)
  • na App MySNS Carteira (boletim de vacinas)
  • na Área do Cidadão do Portal do SNS

Existe alguma forma de me inscrever para a vacinação?

Deverá esperar para ser contactado pelo Serviço Nacional de Saúde.

Fonte: Governo de Portugal, 2020.

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