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O regresso a uma “nova” escola.

O papel dos professores.

O ano letivo começou e com ele o regresso a uma nova realidade que estamos a conhecer e a construir! Depois de um período longo de confinamento, mas também de grande proteção, que deixou marcas em todos… voltamos, agora, a uma “vida real”, com novas regras e de forma muito adaptada, exigente para todos nós! No regresso à escola toda a comunidade educativa tem um papel fundamental, hoje escrevemos para os professores, sobre a forma de ajudarem a tornar este início de ano escolar mais acolhedor, construtivo e seguro para todos.

Estratégias para professores no regresso às aulas em contexto de pandemia:

  • Antecipar alguma regressão académica, emocional e social das crianças e jovens, entendendo o impacto do contexto atual na aprendizagem e no comportamento. Proporcionar alguns momentos que potenciem a diminuição da ansiedade.
  • Reconhecer que é natural que todos regressem à escola com saudades e com vontade de recuperar o tempo perdido, com necessidade de interagir com colegas e professores. Validar estas emoções e dar tempo e espaço para que elas sejam vividas, reconhecidas e partilhadas.
  • Reconhecer o impacto do uso da máscara nas interações e na comunicação, no reconhecimento de expressões faciais e na participação/interações que impliquem falar. Este impacto aumenta em alunos com dificuldades de aprendizagem, perturbações no desenvolvimento ou com dificuldades auditivas.
  • Reconhecer o impacto na motivação e na capacidade de concentração das crianças e jovens decorrente do eventual aumento do tempo de aulas e diminuição do tempo de intervalo.
  • Definir em conjunto com os alunos novas regras de convivência. Informar de forma clara sobre as novas regras de funcionamento e alterações de cada espaço. Apelar à contribuição de todos para manter comportamentos seguros e cuidarem uns dos outros.
  • Envolver os alunos no planeamento do ano letivo de forma a que se responsabilizem pelas aprendizagens a realizar e pelas atividades.
  • Reforçar canais de comunicação aberta e segura que permitam aos alunos partilhar as suas dúvidas e preocupações. Estar atentos a sinais de alerta relativos à saúde psicológica, considerando a possibilidade de encaminhar os alunos para outras respostas, caso seja necessário.
  • Reconhecer que a produtividade dos alunos pode não ser inicialmente a mesma. Considerar introduzir novos conteúdos apenas quando a novas regras e rotinas estiverem já interiorizadas pelos alunos, estes se sintam seguros e emocionalmente estáveis.
  • Promover reflexão sobre os aspetos positivos e negativos do ensino à distância, potenciando aqueles que facilitaram a aprendizagem dos alunos, mesmo na sala de aula.
  • Manter alianças com encarregados de educação, envolvendo-os na aprendizagem dos alunos.
  • Facilitar o acesso a diferentes meios de apresentação de conteúdos.
  • Monitorizar diferentes medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, sempre que necessários recorrer a outros serviços de suporte (ex.: SPO, CRI). 

“…É fundamental que o regresso à escola se baseie na premissa que a escola é um espaço seguro e protetor, cuidador e de apoio ao desenvolvimento, à saúde (física e psicológica) e ao bem-estar das crianças, jovens e demais comunidade educativa”. (UNICEF Portugal (2020). Medidas para a ação local – promoção de ambientes seguros e protectores para as crianças no pós-confinamento. https://www.unicef. pt/actualidade/publicacoes/medidas-para-a-acao-local/c)

Para ler mais sobre este tema:

https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/doc_regressar_a_aa_escola_em_tempo_de_pandemia.pdf

https://www.unicef.pt/actualidade/publicacoes/medidas-para-a-acao-local/

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