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Um regresso às aulas diferente

Desafios no início do ano letivo.

Nunca o início das aulas foi tão desejado e amado pelas nossas crianças e jovens!

Ainda está tudo muito presente. De um momento para o outro, e sem aviso prévio, vimos as nossas casas virar escolas e escritórios. Em simultâneo, passamos a ser pais, professores e trabalhadores, instalando-se muitas vezes o sentimento de fracasso por não estarmos a ser bons em nada. 

Muitas famílias tentaram camuflar o caos com imagens idílicas de família feliz nas redes sociais. 

Mas conseguimos superar, e esta fase serviu também para conhecer melhor os nossos filhos, o/a nosso/a companheiro/a, as nossas relações laborais. Muitos arriscaram e foram de férias, por alguns dias saíram desta “liberdade condicional” e as distâncias diminuíram um pouco, com abraços aos entes mais próximos e almoços em família aos fins de semana.

Agora estamos em Setembro, mês de regressar às aulas presenciais, tão reclamado e desejado por nós! Aumenta a tensão!

Gostaríamos de afastar os medos e receios que temos, esta escola está muito diferente, cheias de regras, de protocolos de segurança, com intervalos reduzidos, com interações entre crianças/jovens quase proibidas e mediadas pelo uso de uma máscara. E as nossas crianças/jovens como vão entrar na escola depois de tantas aventuras e desventuras provocadas pela quarentena? Sabemos que a desigualdade entre alunos se aprofundou, mais do que nunca as escolas vão sentir as discrepâncias individuais ao nível da aquisição de conhecimentos, pois muitas famílias não conseguiram acompanhar as atividades “online”. E como estão as crianças/jovens em que este ano é um ano de transição (Ensino Pré-Escolar para 1º Ciclo; 1º Ciclo para 2º Ciclo; …), muitas não tiveram oportunidade de se despedirem dos amiguinhos, para muitas será uma nova escola (que não tiveram a possibilidade de conhecer antecipadamente),  para alguns passagens de monodocência para pluridocência e como serão os novos colegas debaixo das máscaras?!

As experiências dos alunos no período da quarentena foram variadas, para muitos terá sido uma fase agradável e segura, para outros uma realidade verdadeiramente confusa e traumática.

Por todos estes motivos e mais haverá, este ano o regresso à escola será duro, desafiante, mas sem uma visão fatalista e fundamentalista.

Citando Eduardo Sá “O sistema vai ter a humildade de admitir que vai ter de começar em janeiro (…) a escola não pode ter a ideia de que o ano letivo vai começar em setembro (…) são seis meses na vida de uma criança, é muito tempo e na relação com a aprendizagem é mais tempo ainda e, portanto, a escola não pode pegar nas crianças como se não se tivesse passado quase nada”.

Vamos olhar não apenas para a segurança e para a saúde física dos alunos, mas perceber a importância do bem-estar psicológico das crianças/jovens e para isso vamos precisar que as escolas e os pais trabalhem em conjunto e sintonizados uns com os outros.

Deixamos-lhe informação útil, caso queira ler mais sobre o assunto:

https://www.comregras.com/na%CC%83o-vai-correr-tudo-bem-eduardo-sa/

https://observador.pt/programas/porque-sim-nao-e-resposta/regresso-as-aulas-nao-vai-correr-tudo-bem/

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