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Racismo e violência num momento de nos protegermos a todos.

Dicas importantes para contribuir para uma infância sem racismo.

Nos tempos em que vivemos, que nos pedem para cuidarmos uns dos outros, para “calçarmos os sapatos do outro”, protegermo-nos e protegermos os mais próximos, os mais vulneráveis, importa não esquecermos a empatia, com todos. Importa aceitarmos as diferenças!

Estamos em tempos de fragilidade e de desgaste, de não nos esquecermos dos direitos fundamentais de todos, de promovermos e protegermos esses mesmos direitos! De lutarmos diariamente pela promoção da não discriminação, de combatermos o racismo, a xenofobia, a homofobia e outras formas de intolerância, de trabalharmos de forma conjunta para prevenir todas as formas de violência e de educarmos as nossas crianças para uma cultura de paz. Importa sermos um modelo, importa estarmos atentos ao que dizemos, ao que elas nos dizem a ajudá-las a olhar para si, para o outro e para o mundo de forma empática.

Como podemos contribuir para uma infância sem racismo:

– Educar as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem o nosso conhecimento, é o nosso papel valorizá-las e ajudar as crianças a fazê-lo;

– Promover a empatia, ajudar a criança a colocar-se no lugar do outro, a tentar pensar e sentir como o outro. Este é um exercício útil de imaginação para muitas situações na vida “e se eu fosse a única criança com a pele da minha cor? E se fosse a única criança a falar português na minha escola?! Como me sentiria?!” Talvez seja assim que as outras crianças se sentem;

– Se o seu filho(a) foi discriminado, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é uma coisa boa e que todas as crianças têm o direito de crescer sem ser discriminadas. Não deixe de denunciar, a discriminação é uma violação de direitos;

– Contrariar generalizações abusivas, como “todos os negros são agressivos” ou “os ciganos não querem trabalhar”. Estes são exemplos de expressões que não têm em conta a especificidades de cada pessoa e contribuem para que as crianças acreditem que existem “as pessoas do seu grupo” que são diferentes entre si e que as “outras pessoas” são todas iguais;

– Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize;

– Não classificar o outro pela cor da pele; o essencial vai muito para além da cor da pele. Lembre-se: racismo é crime. 

Temos, com estes e outros contributos, a oportunidade de desempenhar um papel fundamental na promoção dos direitos fundamentais de todos e na luta diária pela promoção de uma cultura de paz!

Se quiser saber mais sobre o assunto, consulte:

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/rute-agulhas/as-crianca-nao-nascem-racistas-12325179.html

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