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Acompanhante da Grávida durante o Parto

Conheça a norma atualizada da Direção-Geral da Saúde.

A presença de acompanhante da mulher durante o parto é um direito reconhecido nos serviços de saúde. Contudo, no âmbito da pandemia COVID-19 foi implementado um conjunto de medidas excecionais de prevenção e controlo de infeção, com o objetivo de minimizar o risco de transmissão da infeção por SARS-CoV-2, especialmente em ambiente hospitalar.

Estas medidas deverão ser adaptadas em função da evolução epidemiológica em cada momento e em cada local.

Assim,

  1. As unidades hospitalares devem procurar assegurar as condições necessárias para permitir apresença de um acompanhante durante o parto. Para tal, o acompanhante:
    • Não deve ter qualquer sintoma sugestivo de COVID-19 ou contacto com doentes cominfeção por SARS-CoV-2 (quer sintomáticos quer assintomáticos), nos últimos 14 dias;
    • Será apenas um, sem troca de acompanhantes;
    • Deve cumprir as regras de higienização de mãos, etiqueta respiratória, distanciamento físico, utilização de máscara cirúrgica, bata descartável e protetor de calçado, e as demais regras da unidade hospitalar e orientações dos profissionais de saúde;
    • Deve evitar o contacto com todos os outros utentes internados.
  2. As pessoas sob confinamento obrigatório, por serem doentes com infeção por SARS-CoV-2 ou por estarem em vigilância ativa por determinação das autoridades de saúde (por exemplo, os coabitantes de casos confirmados), não podem ser consideradas acompanhantes da mulher grávida.
  3. De forma a diminuir a possibilidade de transmissão da infeção, recomenda-se que haja limitação às entradas e saídas do acompanhante. Assim, deve ser discutido com a parturiente o período que considera mais relevante para ter a presença do acompanhante.
  4. Quando a presença de acompanhantes não puder ser assegurada de forma segura, podem ser consideradas medidas excecionais de restrição de acompanhantes, desde que sejam proporcionadas e fundamentadas no risco de infeção por SARS-CoV-2. Estas situações devem ser devidamente explicadas aos acompanhantes.
  5. No caso das mulheres grávidas com COVID-19 deve ser considerada a restrição da presença de acompanhante, de forma a diminuir a propagação da infeção por SARS-CoV-2 a pessoas que possam vir a estar envolvidas nos cuidados ao recém-nascido no seio familiar.
  6. Nas cesarianas sob anestesia geral não deve estar presente nenhum acompanhante.
  7. Para estratificação do risco pode ser considerada a realização de teste laboratorial (rRT-PCR) ao acompanhante, o mais próximo possível do parto. A realização de testes laboratoriais deve ser equacionada com base no princípio de que o seu resultado altera a conduta clinica, e tendo em conta que um teste negativo, sobretudo quando realizado dias antes do parto, não exclui definitivamente a possibilidade de infeção por SARS-CoV-2, pelo que os profissionais de saúde devem manter todas as medidas de prevenção e controlo de infeção adequadas no contexto da pandemia COVID-19.

Fonte: DGS

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