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COVID-19 e imunidade

Não há alimentos mágicos, mas há hábitos que fazem a magia acontecer.

Um dos temas mais falados quando pensamos em alimentação e covid-19 tem sido a questão dos alimentos que (hipoteticamente) melhoram a nossa imunidade. Seria fácil se existissem alimentos milagrosos que, quando consumidos, reparassem imediatamente os danos do nosso corpo, da mesma forma que uma avaria de um carro se resolve com uma troca de peças. Mas… os alimentos e as dietas mágicas não existem! O truque é o mesmo de sempre: comer bastantes verduras, legumes e frutas frescas; sem esquecer, é claro, as outras regras básicas de uma alimentação saudável diária que fazem a magia acontecer (https://covid19.helpo.pt/2020/04/10/como-ter-uma-alimentacao-saudavel-em-tempos-de-covid-19/).

Como comer verduras, legumes e frutas diariamente, e conseguir que as crianças também o façam, sem que isso seja um bicho de sete cabeças? Simplificando e agindo de forma espontânea, leve e com a alegria sentada à mesa. Eis algumas ajudas:

  • Colorir. Traga o arco-íris para o prato. Quanto mais colorida for a nossa alimentação mais rica e cheia de nutrientes ela é. Os hortícolas e as frutas são coloridos devido aos seus pigmentos naturais, que conferem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, associadas à prevenção de doenças. A regra é variar entre os verdes, os vermelhos, os laranjas, os brancos e os roxos. Quando foi a última vez que comeu beringela, ou beterraba, ou amoras, ou batata doce roxa? 
  • Envolver. No momento de preparar a refeição, chame as crianças. Comece por eleger o “hortícola protagonista” do almoço ou do jantar que vão preparar, reúna os restantes ingredientes em cima da mesa, e deixe que as crianças explorem a cor, o aroma e a textura. Pode demorar mais tempo, mas não se esqueça que isso aumenta a probabilidade de aceitarem o alimento saudável que prepararam.
  • Surpreender. Seja criativo na forma como diversifica a oferta de alimentos e no seu método de confeção e apresentação. Experimente um sumo de laranja e cenoura à refeição, um batido de amoras, um bolo de maça com folhas de rúcula, uma sopa “vermelha” de beterraba. Ter sempre verduras e legumes no almoço e jantar e incluir frutas nos lanches e na sobremesa, ajuda a alcançar as 5 porções diárias recomendadas. 
  • Exemplificar. É sabido que os pais e os cuidadores podem influenciar os hábitos alimentares dos seus filhos, de forma positiva ou negativa. Se pede ao seu filho para comer sopa, seja o primeiro a colocar o prato de sopa à sua frente e dê o exemplo. Reúna a família na hora do lanche; muitas vezes esta refeição fica esquecida e cada um come para seu lado. Lembre-se que ela é tão importante como o almoço e o jantar e merece, igualmente, que todos se sentem à mesa.  
  • Disponibilizar. “O que os olhos não veem o coração não sente”. Uma das estratégias mais simples e eficazes é disponibilizar e ser persistente. Experimente ou ofereça às crianças um vegetal diferente durante 5 dias e nos 5 dias seguintes volte a fazê-lo; este mecanismo de aprendizagem, que concilia a variedade e a repetição, é relativamente fácil de implementar e eficiente. Tanto para miúdos como para graúdos. 

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