laptop-3087585_1280

Cyberbullying – Quando o meu filho é o agressor!

O que posso fazer?

Dificilmente pensamos que o nosso/a filho/filha é o/a agressor/a, os agressores são sempre os outros. Quando somos confrontados com esta realidade, não devemos fugir do problema, a melhor forma é assumir e perceber que “é o comportamento que é reprovável e é sobre ele que se deve agir”, assume a psicóloga Raquel Raimundo. Enquanto pais/educadores, temos de adotar uma política clara e inequívoca em como estes comportamentos não são aceitáveis. 

Mais que a punição, as soluções que podemos encontrar para ajudar a eliminar o comportamento agressivo, serão mais importantes e eficazes. 

 O que posso fazer?

–  Reconheça o problema e não ignore. Pode sentir-se irritado/a e dececionado/a com o que o/a seu/sua filho/a fez, mas nunca se esqueça que deve enfrentar o problema e resolvê-lo. Mantenha-se calmo e tente perceber o que desencadeou a situação de Cyberbullying. Se for um tema novo para o qual não tenha conhecimento, procure obter mais informação que possa ajudar.

– Converse com o seu/sua filho/filha, com firmeza sobre as suas ações e explique o impacto negativo que pode ter na outra pessoa. Promova a empatia e tente fazer com que se coloque no lugar do outro, que perceba o mundo do outro: “Como achas que te sentias se outra pessoa dissesse isso sobre ti?”;“Podes sentir-te superior no teu grupo sem adotares o comportamento agressivo, experimenta ajudar os outros em vez de os prejudicar”; “Podes pensar que é inofensivo ou uma piada, mas como diz Charlie Chaplin (…) o meu riso nunca deve ser a razão da dor de alguém”. A falta de empatia contribui para a manifestação de atitudes agressivas. 

– Defina controlos parentais rigorosos em todos os dispositivos. É importante perceberem que usar telemóveis/computadores é um privilégio, nestes casos restringir o seu uso poderá ser uma medida a tomar até alteração do comportamento agressivo.

–  Partilhe as suas preocupações, fale com as pessoas que fazem parte do contexto do seu/sua filho/filha (escola, desporto, entre outros).

– Procure aconselhamento profissional. Se o seu filho tiver problemas de controlo dos impulsos (raiva, entre outros), o terapeuta pode ajudar a melhorar a confiança e as habilidades sociais, ajudando a lidar com a frustração e mágoa de forma saudável. 

– Seja um exemplo, tenha bons hábitos online para ajudar os seus filhos a perceberem os perigos e os riscos do mundo digital. Pense com cuidado no seu comportamento online.

Educação, comunicação e carinho são as melhores ferramentas para ajudar o seu filho a lidar com os problemas!

Deixamos-lhe informação útil, caso queira ler mais sobre o assunto:

https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/covid_19_cyberbullying_pais.pdf

Share this post

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on print
Share on email

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Subscreva

Deixe os seus contactos para lhe enviarmos um resumo semanal das novas publicações para o seu email