2020 Helpo violência 01

Violência Doméstica em contexto da COVID-19

Conselhos de proteção, em caso de violência doméstica.

“(…)Uma vítima de Nova Iorque relatou ter sido acordada enquanto estava na cama porque estava com febre e não se estava a sentir bem. O agressor atirou-a para fora de casa e manteve o filho. Outra disse à linha direta que estava a ser mantida em casa contra a sua vontade depois de ter sido ameaçada pelo agressor com um martelo e uma arma não registada. Ele estava a usar a pandemia como desculpa para a impedir de o deixar, disse ela. (…)”

(tradução livre)

https://www.theguardian.com/us-news/2020/apr/03/coronavirus-quarantine-abuse-domestic-violence

O isolamento social é em si um fator de risco que, associado a outros fatores como ansiedade, medo, dinâmicas relacionais disfuncionais, entre outros, fazem com que o aumento da violência passe a ser uma realidade.

Estar isolado em casa não deveria ser sinónimo de insegurança, de perda de direitos humanos, mas para muitas vítimas a casa não é um lugar seguro, um lugar de conforto. É, no entanto, um espaço onde o/a agressor/a pode agora apoderar-se da capacidade de autonomia de decisão, podendo exercer ainda mais controlo sobre a vítima.

Como se proteger, se é vítima de violência doméstica:

– Crie um plano de segurança:

  • Procure áreas seguras em casa, com janelas e portas, para poder fugir em caso de emergência. Evite lugares com objetos que o/a agressor/a possa usar para a/o magoar;
  • Prepare uma mochila com os bens necessários (dinheiro, documentos e roupas) para si e para as pessoas que tenham de sair de casa e esconda-os num lugar seguro;

– Identifique sinais que possam indicar comportamentos violentos (como o aumento do tom de voz);

– Quando identificar comportamentos violentos, procure esses espaços seguros;

– Se tiver crianças em casa, combine códigos ou palavras para utilizar em caso de urgência e ensine os comportamentos que devem adotar nessas situações;

– Mantenha o contacto com pessoas da sua confiança, não se isole afetivamente;

– Encontre intermediários de confiança (familiares, vizinhos, pessoas amigas) que possam ajudar se tiver de sair de casa ou que possam encaminhar o pedido de ajuda para as autoridades. As idas ao supermercado/farmácia podem ser uma janela aberta para o pedido de ajuda;

– Tenha um telemóvel com números importantes e peça ajuda.

Não tenha medo de pedir ajuda a profissionais especializados, existem apoios perto de si!

Utilize o nosso chat se precisar de aconselhamento quanto a esta temática.

Deixamos-lhe informação útil, caso queira ler mais sobre o assunto:

https://www.cig.gov.pt/wp-content/uploads/2020/03/RECOMENDAÇÕES-SEGURANÇA-VÍTIMAS.pdf

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